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9 set

Liquidações de gestoras financeiras acendem alerta para proteção do patrimônio familiar

Brasil registrou 17 liquidações de gestoras somente em 2026; especialista defende mais governança e acompanhamento independente na condução dos investimentos

A sucessão de episódios envolvendo instituições do mercado financeiro, como a liquidação das gestoras Trustee e Banvox, anunciadas pelo Banco Central no início deste mês, reacende o alerta sobre como proteger o patrimônio em um ambiente de produtos cada vez mais variados e, em alguns casos, pouco transparentes.  

De acordo com dados do Banco Central, somente em 2026 foram decretadas 17 liquidações extrajudiciais de instituições financeiras, o maior volume desde 2002. Embora uma parte esteja ligada ao escândalo do Banco Master, o cenário evidencia a importância de uma instância independente de orientação patrimonial. Na avaliação da Zelen Family Office, travas de resgate, questionamentos sobre garantias, exposição indireta a ativos de maior risco e dúvidas sobre governança de fundos estruturados passaram a fazer parte do radar de investidores que, até então, associavam determinadas operações a um patamar elevado de segurança. 

“O movimento reforça que reputação, porte institucional e histórico de rentabilidade não substituem uma análise aprofundada da estrutura por trás de cada aplicação. Em operações mais complexas, o risco nem sempre está no nome do produto ou na taxa oferecida. Ele pode surgir na origem do ativo, na qualidade das garantias, na concentração da carteira e em relações entre partes vinculadas, por exemplo”, explica Murilo Dalsenter, CEO da Zelen Family Office. A análise precisa considerar toda a cadeia envolvida na operação: gestor, administrador, custodiante, distribuidor, originador do crédito, devedor final, auditoria, política de liquidez e eventuais garantias. “Para famílias com patrimônio relevante, a falta dessa visão integrada pode transformar uma decisão aparentemente conservadora em uma exposição difícil de mensurar”, alerta.

Segundo Dalsenter, entre os principais pontos de atenção estão a concentração excessiva em uma única instituição ou estratégia, a confiança automática em marcas conhecidas, a aceitação de retornos elevados sem compreensão clara do risco assumido e a adesão a estruturas cuja liquidez real só é testada em cenários adversos. “Para reduzir a exposição a riscos evitáveis, as famílias devem exigir transparência sobre a origem e a estrutura dos investimentos, diversificando as instituições com base na qualidade dos ativos, além de revisar documentos com apoio técnico e monitorar continuamente mudanças relevantes em fundos, emissores e instituições financeiras”, destaca. 

Outra orientação é a formalização de uma política de investimentos, que ajude a definir limites de concentração, necessidade de liquidez, critérios de aprovação e responsabilidades dentro da família. “O Family Office funciona como uma camada de governança entre a família e o mercado. Ao atuar de forma alinhada aos objetivos patrimoniais e sucessórios, a estrutura contribui para separar relacionamento comercial de aconselhamento independente”, ressalta Dalsenter. 

 

Sobre a Zelen Family Office

A Zelen Family Office é uma empresa especializada na consultoria patrimonial e de investimentos, com foco na administração estratégica de ativos familiares. Fundada por profissionais com mais de 20 anos de atuação no mercado financeiro, a Zelen Family Office se destaca pelo trabalho integrado de planejamento patrimonial, investimentos e organização da sucessão familiar.