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19 fev

Por que comprar um terreno urbano voltou a ser uma estratégia imobiliária inteligente

Por Rafael Mandryk, gerente comercial Grupo Andrade Ribeiro

O mercado imobiliário não para. Pode-se dizer que ele é um termômetro das mudanças sociais. Em tempos bons ou tempos ruins, o setor de construção civil, incorporação e venda e aluguel de imóveis sempre se mantém dinâmico. Isso é reflexo também de uma dinamicidade social, com comportamentos, políticas públicas, tendências e modelos de cidades que se alteram ao longo dos tempos. É assim a sociedade. Fato é que pensar em moradia é algo que faz parte da prática social. 

Justamente por isso, as discussões acerca dos melhores caminhos para construir, investir e morar estão presentes em todos os tempos. Em meio à urbanização crescente das cidades, é preciso sempre pensar estratégias para reduzir o impacto do meio ambiente em meio a uma estrutura já pressionada, e que apresenta um cenário de escassez de solo localizado.

É então que pensar na compra de um terreno urbano pode ser considerada uma boa decisão. Sobretudo num cenário em que o que se busca é o planejamento, um melhor e mais saudável desenvolvimento urbano e valorização a longo prazo. E esse comportamento vem se demonstrando com base em dados recentes do setor, que indicam que incorporadoras e construtoras voltaram a considerar a venda de terrenos urbanos como estratégia. Uma pesquisa da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em parceria com a Deloitte, mostra que 97% das empresas que trabalham com políticas públicas habitacionais, como Minha casa, Minha Vida, pretendem adquirir terrenos para futuros empreendimentos.

Claro que estamos falando de empreendimentos imobiliários estruturados, com adesão popular. Mas esse é um movimento quase lógico: quanto mais empreendimentos, maior a valorização dos terrenos urbanos. Nesse cenário, o terreno deixa de ser apenas uma etapa inicial da cadeia produtiva e passa a operar como reserva de valor e ativo estratégico de longo prazo.

Há também uma dimensão urbana e ambiental que precisa – e com urgência – ser levada em consideração. A necessidade de cidades cada vez mais compactas e sustentáveis coloca o terreno no centro das decisões. Pensar muito bem a cidade, estruturar, planejar,  faz parte de evitar uma ocupação desordenada e passar a pensar o movimento habitacional de forma racional com melhor aproveitamento, infraestrutura, integração com transporte, serviços e equipamentos públicos.Comprar um terreno urbano, nesse contexto, é também uma aposta em modelos de cidade mais eficientes.

Por fim, do ponto de vista do investidor e do comprador final, o terreno oferece algo cada vez mais valorizado em tempos de incerteza: flexibilidade. Diferentemente do imóvel pronto, ele permite decidir quando construir, como construir e para qual finalidade, ajustando o investimento às condições econômicas, às mudanças regulatórias e às novas demandas de moradia. Em um mercado marcado por ciclos, essa liberdade estratégica ajuda a explicar por que o terreno urbano voltou a ocupar lugar central nas discussões imobiliárias.